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Os perigos que vêm com a necessidade

Apesar das vantagens adjacentes ao ensino à distância - a exploração de novas ferramentas digitais ou a criação de planos que incluam as TIC no dia a dia das crianças, que possam vir a ser usados no futuro -, a internet ainda não é um lugar 100% seguro para as crianças. Com a necessidade de passar mais tempo no computador e na internet, sobressaem os perigos que sempre estiveram associados ao uso destas ferramentas, principalmente para as crianças. Ao recorrer às ferramentas digitais em base diária, tornando-as indispensáveis para as crianças, e tendo em conta a necessidade de muitos pais de estarem em regime de teletrabalho, as crianças ficam mais expostas aos perigos evidentes que a internet disponibiliza a todo o momento. Sem a supervisão de um adulto responsável, situações como: o c yberbullying, o assédio virtual, a exposição a conteúdos inapropriados ou a exploração sexual de crianças e adolescentes na Internet, tornam-se recorrentes pondo em risco a segurança das crianças e ...

Como são as aulas domiciliárias para crianças com perturbações da aprendizagem?

Confrontados com a necessidade de encerrar as escolas e de as aulas passarem a ser assistidas a partir de casa, tanto pais como alunos levantaram algumas questões quanto ao impacto que esta mudança repentina de ambiente educativo poderia gerar no contexto escolar para as crianças - nas capacidades desenvolvidas e a desenvolver -, mas também o impacto pessoal e social que o tempo de confinamento tem.  «A UNESCO estima que cerca de metade de todos os estudantes do mundo, dos vários níveis de ensino, estejam a ser afetados por esta paragem.»  (Jornal Público) Apesar de não haverem estudos concretos  sobre o impacto  de uma interrupção escolar   devido à pandemia  nas  aprendizagens e competências dos alunos, sabe-se que se debatem com mais dificuldades os alunos que já enfrentavam alguns problemas na fase anterior, em ensino presencial. Para alunos com dislexia - " uma perturbação específica da aprendizagem, de base linguística e que se manifesta ao longo...

Direito à Internet

Como em 2018 se verificou que 3900 milhões de pessoas no mundo tem acesso à Internet, António Guterres, Secretário-Geral da ONU, na Cimeira Mundial sobre a Sociedade de Informação a nível regional e internacional, criou um relatório de estratégia sobre o futuro digital à escala global, em vários domínios importantes incluindo a aprendizagem. Para além disso, é fulcral ter em conta que em 2011 houve a ponderação de incluir nos Direitos Humanos o “Direito à Internet”.       Um dos objetivos principais de um país deve ser a diminuição das desigualdades tanto a nível social como no acesso às TIC, e sendo praticamente todo o mundo uma sociedade tão evoluída no que diz respeito às tecnologias, é importante considerar esse acesso universal à Internet, pois como foi referido em publicações anteriores, nesta situação de pandemia, é importantíssimo o seu acesso tanto para trabalhar como para aprender. Referências: https://isoc.pt/documents/posicoes/2019-carta-direit-digitais/Ca...

A Educação online tem pontos positivos?

Com o início da pandemia do Covid-19, todas as atividades do nosso quotidiano foram adaptadas. Uma delas foi o ensino que passou a ser realizado à distância. Esta mudança fez com que a discrepância no acesso às TIC, não aumentasse, mas se tornasse mais evidente e importante, porque, afinal, é a aprendizagem dos alunos que está em risco. Agora, mais que nunca, a aprendizagem dos alunos deve ser priorizada. A verdade é que a educação-online, se for bem explorada, tem muitos pontos positivos tanto para os alunos como para os professores. Para além de proporcionar novos métodos de trabalho (inovação) faz com que o aluno fique mais incentivado para aprender, e o trabalho autónomo é estimulado, fazendo com que cada um aprenda e trabalhe a seu ritmo. Se olharmos por uma perspetiva mais abrangente, no fundo, os estudantes acabam por aprender porque querem e porque se sentem empenhados para estudarem determinado assunto. Isto é importante principalmente para aqueles que querem frequentar um d...

Covid-19 e a escola online

Com a situação gerada pela pandemia Covid-19, tornou-se mais evidente a discrepância no acesso às tecnologias. O encerramento das escolas em diversos países fez sentir de forma mais evidente a diferença no que toca à possibilidade dos alunos poderem aceder a um dispositivo tecnológico de modo a poderem dar continuidade ao processo de ensino, que até então se dava de forma presencial. De acordo com a Organização das Nações Unidas, 826 milhões de alunos que se encontram em isolamento social não tem a possibilidade de participar no ensino online, pois não tem acesso a um computador e/ou à internet, o que corresponde a cerca de metade dos alunos que estão a viver esta situação. Esta situação é mais sentida em países cuja situação económica é mais precária, como por exemplo em alguns países africanos. Embora estejam a ser tomadas medidas numa tentativa de fazer chegar a educação a todos, as dificuldades sentidas constituem uma ameaça à continuidade do processo de aprendizagem. Docu...

O ensino online em Portugal

O ensino online em Portugal não está a ser tão online quanto seria esperado. Um inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas revelava que, em 2019, 80,9% das famílias portuguesas teriam acesso à internet. No entanto, um inquérito realizado pelo Centro de Economia da Educação da Universidade Nova de Lisboa revela que nas escolas públicas, cerca de 28% dos alunos não tem acesso a um computador com internet (o estudo ainda se encontrava numa fase preliminar aquando da elaboração do artigo consultado. Por este motivo, os dados não são conclusivos). A situação socioeconómica das famílias tem grande influencia na possibilidade de o ensino poder ser feito online, o que é confirmado pelo facto de no 1º ciclo, 31% dos alunos do ensino público não tem acesso a um computador, mas no ensino privado, o valor decair para 10%. O estudo revelou ainda que apenas cerca de um terço dos professores dá aulas por videoconferência, sendo que cerca de 85% dos professores recorre ao envio d...